O Design Thinking é uma abordagem metodológica voltada à resolução de problemas complexos através da centralização no usuário. Diferente de processos puramente lineares, esta prática organiza-se em fases de divergência (geração de múltiplas ideias) e convergência (seleção e refinamento). O processo é composto por cinco etapas técnicas. A primeira é a Empatia, que utiliza observação direta e entrevistas para coletar dados sobre as dificuldades do público. Segue-se a Definição, onde os dados são filtrados para isolar o problema central. Na Ideação, a equipe propõe soluções variadas sem julgamento de viabilidade imediata. A Prototipagem consiste na construção de modelos de baixo custo para materializar a solução. Por fim, o Teste submete o protótipo ao uso real para coletar dados de desempenho. O objetivo é reduzir o risco de desenvolver soluções que não possuam demanda ou que apresentem falhas de usabilidade antes de grandes investimentos em engenharia.
Exemplo Prático: Uma fintech identifica que usuários idosos têm dificuldade em realizar transferências via aplicativo. Em vez de supor a causa, a equipe observa esses usuários e nota que o tamanho das fontes e a quantidade de etapas de confirmação geram insegurança. Aplicando o Design Thinking, a empresa prototipa uma interface com comando de voz e fontes ampliadas. Após testes positivos com esse grupo específico, a solução é implementada no sistema principal, aumentando o volume de transações dessa demarcação demográfica.
Livro: Design Thinking: Uma Metodologia Poderosa para Decretar o Fim das Velhas Ideias, de Tim Brown (CEO da IDEO).