O Produto Mínimo Viável, ou MVP, é a versão de um produto que contém apenas o conjunto de funcionalidades estritamente necessário para que a empresa valide uma hipótese de negócio no mercado real. No contexto de tecnologia e Venture Capital, o MVP serve para testar se a solução proposta de fato resolve o problema identificado e se o público-alvo está disposto a utilizá-la ou pagar por ela. A construção de um MVP evita o desperdício de capital e tempo no desenvolvimento de recursos complexos que podem se provar inúteis após o lançamento. Ele não deve ser confundido com um produto incompleto; as funções presentes devem ser totalmente operacionais e capazes de entregar o valor prometido de forma clara. Os dados coletados a partir do uso do MVP orientam o ciclo de desenvolvimento subsequente, indicando quais recursos devem ser priorizados ou se o modelo de negócio precisa de alterações estruturais.
Exemplo Prático: Antes de construir uma plataforma completa de delivery de comida com algoritmos de recomendação e rastreamento em tempo real, os fundadores criam uma página simples (landing page) onde listam o cardápio de três restaurantes locais. Os pedidos são feitos via formulário básico e a entrega é coordenada manualmente por telefone. Se o número de pedidos através dessa página for alto, a hipótese de demanda é validada. Isso justifica o investimento técnico para automatizar o processo e contratar desenvolvedores para a plataforma final.
Leia o livro que popularizou o conceito de desenvolvimento ágil e validação: A Startup Enxuta, de Eric Ries.